sexta-feira, 1 de abril de 2011

Torcedor do Santos, Assunção terá coração dividido em clássico na Vila


Volante não vai comemorar se fizer gol no Peixe. No entanto, carinho pelo Palmeiras faz ele querer encerrar carreira no clube. Falta renovar o contrato

Marcos Assunção gol Palmeiras (Foto: Ag. Estado)
Marcos Assunção aprendeu a gostar do Palmeiras
e quer encerrar carreira no clube (Foto: Ag. Estado)
Marcos Assunção é torcedor do Santos e não esconde isso.  Mas o profissionalismo do volante do Palmeiras falará mais alto no clássico entre as duas equipes neste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro. O camisa 20 terá o coração dividido entre a equipe que o projetou nacionalmente, no fim da década de 90, e a que lhe deu a oportunidade de encerrar a carreira em evidência, num clube grande. Se fizer um gol, porém, Assunção irá comemorar com a torcida alviverde.
- Por tudo que o Santos representa e fez por mim, não vou comemorar o gol. Vou na minha torcida e faço um gesto de positivo. Importante é o Palmeiras vencer. Mas o Santos é um clube pelo qual tenho muito respeito e carinho, se não fosse pelo Santos eu não jogaria dez anos fora do país. Sou profissional e tenho de defender com unhas e dentes as cores do Palmeiras, o pão e o leite do meu filho estão em jogo – disse o volante.
Aos 34 anos, Assunção está na fase final de sua carreira como jogador. Ele quer que o Palmeiras seja seu último clube, mas ainda depende de uma renovação de contrato, já que o atual vínculo vence em julho. O problema é que ele ainda não foi procurado pela diretoria para o novo acerto. Os dirigentes dizem que a renovação será fácil, mas o volante segue aguardando uma definição.
- Ainda não tive conversa com a nova diretoria. Vou esperar. Tenho de estar bem, jogando, mas não tem problema, na melhor hora eles vão me chamar. Se não der certo, a vida continua – ressaltou.
Mesmo que não fique, o Palmeiras é um clube que estará marcado na vida de Assunção. Perguntado para quem torceria em um eventual Santos x Palmeiras quando ele encerrasse a carreira, o volante ficou na dúvida e explicou.
- Meio a meio. O Santos é um clube no qual joguei três anos, me revelou para o futebol e deu essa oportunidade. E o Palmeiras é um clube do qual estou começando a gostar e ter carinho. A partir do momento em que você conhece as pessoas, a torcida, começamos mesmo a gostar. Meu filho já é palmeirense, até comprei uma roupa do time para ele, e olha que torço para o Santos – lembrou o camisa 20.
Entre o Peixe e o Verdão, o volante passou por Flamengo, Roma-ITA, Real Betis-ESP, Al-Ahli-EAU, Al-Shabab-EAU e Grêmio Prudente. Entre a saída da Vila Belmiro e a chegada ao Palestra Itália, são 11 anos de diferença - deixou um em 1999 e chegou ao outro na metade de 2010.

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